Conceitos 

A implementação das ações descritas neste artigo, com vistas à sustentabilidade, além dos ganhos ambientais, implica em menor custo operacional, economia de recursos e extensão da vida útil do edifício.

Estes fatores, além de cumprir sua função ambiental, podem constituir importante fator diferencial mercadológico não apenas do ponto de vista de marketing, mas também como processo de endo-marketing, conscientizando e disciplinando seus usuários no sentido de respeito ao meio ambiente e na sua contribuição para com as gerações futuras.

Alguns Conceitos Básicos devem nortear a elaboração de um projeto de arquitetura na busca de melhores condições de sustentabilidade:

  • A sustentabilidade não é um objetivo a ser alcançado, não é uma situação estanque, mas sim um processo, um caminho a ser seguido. 
    Advém daí que a expressão mais correta a ser utilizada é um projeto “mais sustentável”. Todo o trabalho nesta área é feito a partir de intenções que são renovadas continua e progressivamente. Intenções estas genuínas, que devem estar verdadeiramente compromissadas com os valores do cliente, a saber, o contratante, o usuário e a comunidade onde a obra esta inserida. Conhecer os valores do cliente, e entender que projeto é o exercício de intenções e decisões , resulta em uma obra mais sustentável. É esta a demanda da sociedade atual.
  • A sustentabilidade é baseada em três aspectos: o ambiental, o econômico e o social, que devem coexistir em equilíbrio.
    Como estes aspectos representam variáveis independentes, as escolhas resultantes serão diferentes em cada situação apresentada. Portanto, não existe receita nem cálculo absoluto que determine o que deve ser feito ou não, para que um projeto caminhe na direção de uma maior sustentabilidade, sendo a proposta de cada projeto fruto de escolhas específicas, únicas e originais.
  • A busca pelo caminho sustentabilidade cabe a todos os envolvidos no projeto e execução do ambiente edificado.
    É um trabalho coletivo (em rede) onde todos devem fazer sua parte, e ao mesmo tempo incentivar os demais a fazê-lo. As decisões devem ser resultado de uma ação orquestrada com os demais projetistas, gerenciadores, consultores, fornecedores, executores e usuários, na medida em que esta escolha pode condicionar ações a serem efetivadas pelos demais.
  • A Certificação entra neste processo como um reconhecimento de um trabalho desenvolvido, sem, no entanto, ser sua representação fiel.
    Um motivo para esta dicotomia é a não existência de processo adequado às condições regionais culturais, econômicas e físicas que permitam uma real avaliação do resultado obtido pelo esforço de tornar uma edificação mais sustentável. Os critérios de certificação, portanto, devem ser utilizados como referências auxiliares, mas não determinantes na escolha de materiais e sistemas construtivos.
  • Os princípios básicos de uma construção sustentável estão ligados às questões de:
    1. aproveitamento adequado das condições naturais locais
    2. implantação e análise do entorno
    3. qualidade ambiental interna e externa
    4. redução dos resíduos
    5. redução do consumo de água
    6. redução do consumo energético
    7. reciclar, reutilizar e reduzir os resíduos sólidos
    8. criatividade e inovação.

A relação de procedimentos retro apresentada pretende ser uma orientação para os escritórios de arquitetura que tenham intenção de adotar a sustentabilidade como um critério de projeto, e visa demonstrar quais ações básicas podem ser importantes na busca de um resultado mais sustentável, sem onerarem significativamente o custo da obra.

Elaborar um projeto de arquitetura com melhor desempenho ambiental é projetar levando-se em conta o uso eficiente da energia, da água, de materiais certificados e renováveis, o aproveitamento de condições naturais locais, a qualidade ambiental interna e externa dos edifícios, e a utilização consciente dos equipamentos e do edifício pelo usuário.

 

 


Certificação de Meios de Hospedagem Norma NBR 15401

  • Norma NBR 15401: Norma de Certificação de Meios de Hospedagem
  • Norma NBR 15401: Guia de Interpretação da Norma
  • Norma NBR 15401: Manual de Boas Práticas Ambientais 
  • Norma NBR 15401: Manual de Boas Práticas Econômicas
  • Norma NBR 15401: Manual de Boas Práticas de Implementação
  • Norma NBR 15401: Manual de Boas Práticas Indicadores de Desempenho
  • Norma NBR 15401: Manual de Boas Práticas Socioculturais

 

Roberto M.F. Mourão / ALBATROZ Planejamento
Para uso e permissões favor contatar: roberto@albatroz.eco.br

 

 

 

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