Sítio Arapongas, Paraty
Ponte em Eucalipto Citriodora, 8 metros de vão x 3,5 de tabuleiro

Data: agosto 2013

 

Utilização de Madeira de Reflorestamento, tratada

A começar por serem consideradas substitutas naturais às madeiras nativas em um processo ecologicamente correto, uma vez que as madeiras utilizadas são exclusivamente provenientes de reflorestamento renováveis e de curto ciclo de renovação.

A madeira tratada seja pinus ou eucalipto, sempre que utilizadas em suas mais diversas aplicações no meio rural ou urbano em construções civis, implica que uma madeira nativa, foi poupada, permanecendo intocada em nossas florestas naturais.

Podemos dizer que o valor agregado da madeira tratada vai além da garantia de durabilidade, que após o processo de tratamento, tem vida útil em média maior que 20 anos, contra os menos de três anos de durabilidade de uma estaca sem tratamento, evitando assim custos com reposições e recontratação de mão de obra.

A madeira tratada pode ter seu custo final cerca de 40% menor que madeiras nativas, também chamadas “Madeira de Lei”.

A utilização de madeira tratada em construções, cujo tratamento é eficaz e não polui o meio ambiente, são harmônicas e aconchegantes, proporcionam obras limpas e secas e ainda economia de tempo e tempo é dinheiro, não?

Notas:

  1. Durante a fase de crescimento, a árvore sequestra dióxido de carbono e água, e produz oxigênio puro, água e carboidratos;
  2. Na fase de produção (corte, beneficiamento e tratamento) a madeira possui um índice baixíssimo de consumo energético se comparado a produção de outros materiais;
  3. O tratamento confere a madeira uma longa vida útil depois de aplicada, e, portanto não precisará ser substituída.
Porque eu optaria por utilizar madeira tratada ao invés de madeira nativa?

Há diversos argumentos para a sua opção pela madeira tratada.

Primeiramente a consciência ambiental, que ao optar pela madeira plantada, você está evitando o desmatamento de um ecossistema rico em fauna e flora, que invariavelmente sofre com os acessos para se alcançar a árvore adulta, e que esmaga as árvores vizinhas quando derrubada.

As árvores nativas possuem ciclo lento de crescimento, muitas vezes de centenas de anos. A distância das florestas nativas dos centros consumidores geralmente é grande, acarretando queima de combustíveis fósseis para transporte.

A durabilidade da madeira nativa é grande, porém não pode ser garantida, visto que sua estrutura fisiológica apresenta aproximadamente 30% de alburno (parte mais clara e mole, com grande quantidade de água e nutrientes, e por conseqüência atrativa a cupim e fungos decompositores).

A madeira tratada é plantada (reflorestada) em regiões próximas aos centros consumidores, manejadas racionalmente e monitoradas contra incêndios, extraídas mecanicamente por operadores treinados e bem remunerados, certificadas pelos órgãos ambientais responsáveis, e processadas por empresa legalmente habilitada, credenciada, e socialmente responsável.

A madeira tratada custa mais do que a madeira nativa?

Não, a madeira tratada pode ter um custo de até 50% menor do que a madeira nativa, para a mesma aplicação, caso a madeira nativa tenha procedência legal e de acordo com políticas sócio-ambientais semelhantes às empregadas na indústria da madeira tratada. Tem de se levar em consideração que muito do valor da madeiras nativas está em sua propriedades mecânicas, durabilidade e beleza.

As madeiras de Pinus sp, Eucaliptus sp resistem se aplicadas em uma cobertura com telhas de concreto?

Sim, essas madeiras resistem igualmente ou melhor do que madeiras nativas (de lei). Basta-se que as normas técnicas sejam atendidas.

Eucalipto tratado

Substituto natural da madeira de lei, o eucalipto tratado tem excelente desempenho físico-mecânico, é prático, funcional, tem beleza natural, durabilidade e versatilidade.

É utilizado na maioria das vezes na forma roliça nos segmentos da arquitetura, engenharia, paisagismo, decoração, iluminação, placas de sinalização, agricultura, pecuária, movelaria e playgrounds, dentre tantas outras opções para uso no campo e centros urbanos tanto em construções rústicas como modernas.

Para acabamento, recomenda-se o uso de Stain Impregnante que evitará o aspecto de madeira envelhecida.

Nomes usualmente dados às peças em eucaliptos tratados:

  • mourão
  • estaca
  • vara
  • coluna
  • viga
  • linha
  • réguas
  • biriba
Usos e aplicações
  • Fruticultura (estaqueamento em plantios de uva, maçã, etc.)
  • Rural (cercas, ranchos, currais, mangueiros, porteiras, troncos, alambrados, etc.)
  • Arquitetura (pergolados, postes, colunas, paliteiros, telhados, estruturas, etc.)

O Eucalipto Citriodora (Corymbia citriodora) também conhecido como eucalipto-cidró, eucalipto-limão ou eucalipto-cheiroso, é originalmente encontrado no nordeste da Austrália, mas se adaptou bem ao clima tropical temperado brasileiro.

O Citriodora é conhecido como uma madeira de grande resistência mecânica e alta densidade em comparação com outras espécies de eucalipto, pois seu crescimento além de ser mais vagaroso que as demais, tem suas fribras retorcidas, fazendo dela uma madeira mais forte, com baixa tendência a desenvolver rachaduras.

Por estes motivos, o eucalipto citriodora tratado é o mais indicado para construção civil e tem sido cada dia mais procurado e utilizado nesse mercado, em casas, pontes, pergolados, galpões, obras e estruturas em geral.

Quanto à eficácia do tratamento, o Citriodora apresenta o mesmo resultado que qualquer das espécie de eucalipto e terão o mesmo tempo de garantia.

O tratamento nas madeiras reflorestadas, atenua a fragilidade das mesmas quanto ao ataque de fungos apodrecedores e insetos xilófagos como brocas e cupins, através do eficiente sistema vácuo-pressão (autoclavado) com o composto Arseniato de Cobre Cromatado – CCA – (Osmose K33 C). Esse preservativo tem como característica ficar totalmente fixo e insolúvel tornando a madeira não tóxica para animais, agricultura e meio ambiente.

Após o tratamento não é necessário nenhuma manutenção para renovar a resistência aos fungos e cupins. No entanto, é indicado a proteção para manter a aparência da madeira contra desgastes provenientes das condições climáticas, pois os ciclos de sol e chuva causam tensões na madeira que resultam em inchaço, contração, empenamento, torção e rachaduras não cobertos pela garantia.

Madeira tratada tem seu uso PROIBIDO como lenha.

É importante destacar que sobras de madeira devem ser criativamente reaproveitadas na própria obra e nunca serem descartadas, queimadas, tanto em fogueiras, quanto em fogões ou lareiras, pois a queima é a única forma do CCA se desprender da mesma.

Ecologia

Toda madeira que utilizamos para tratamento é oriunda de reflorestamentos com espécies renováveis de ciclo curto, que além de contribuir com o sequestro do carbono responsável pelo chamado “efeito estufa”, colabora também largamente, com a preservação das florestas nativas.

 

Materiais

  • apoios: 2x blocos em concreto armado, 4,4 m
  • longarinas: 4x eucalipto citriodora 40×40 cm, 1 face, 8,0 m, 35/40 cm 
  • tabuleiro: 45 vigas eucalipto citriodora serrado 6×16 cm, tábuas 3,5 m, 6/16 cm
  • guarda rodas: 2x eucalipto citriodora roliço faceado, 8,0 m, 13/16

 

Custo da ponte – materiais + mão de obra: R$ 29.934,00

 

Projeto

 

Planilha de Custos / Materiais e Mão de Obra

Fotos

 

 


Roberto M.F. Mourão / ALBATROZ Planejamento
Crea SP/RJ: 600621976
Para uso e permissões favor contatar: roberto@albatroz.eco.br

 

 

 

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