

Projeto Mico-Leão-Dourado
Associação Mico-Leão-Dourado (AMD)
Ecoturismo
Estudo de Caso
Autoria e Elaboração:
- Roberto M.F. Mourão, Instituto EcoBrasil / Albatroz Planejamento
- Ariane van Schravendijk Janér, Instituto EcoBrasil, Bromelia Consult (in memoriam)
Associação Mico-Leão-Dourado
A Associação Mico-Leão-Dourado (AMLD) tem caráter científico, social e educacional e sua missão é promover a conservação da Mata Atlântica na baixada costeira do estado do Rio de Janeiro, e toda sua fauna característica, em particular o mico-leão-dourado.
Com isso, a AMLD contribui também para assegurar a qualidade de vida de toda a população da região.
Projeto Mico-Leão-Dourado
O Projeto Mico-Leão-Dourado é uma iniciativa brasileira de conservação que atua principalmente na região da Mata Atlântica do estado do Rio de Janeiro para proteger o Mico-Leão-Dourado (Leontopithecus rosalia), um primata ameaçado de extinção.
Origem e Missão
O projeto começou nos anos 1980, impulsionado por pesquisas científicas e pela urgência de salvar a espécie, que na época tinha menos de 200 indivíduos na natureza. A missão é garantir populações viáveis de micos-leões-dourados em habitat protegido e conectado.- Área de Atuação
A base está na região do município de Silva Jardim e arredores, RJ, onde ainda existe um remanescente importante de Mata Atlântica. - Ações Principais
- Proteção e recuperação de habitat – restauração florestal, criação de corredores ecológicos para ligar fragmentos de mata.
- Reintrodução – soltura de indivíduos nascidos em cativeiro e monitoramento via rádio-colar.
- Educação ambiental – programas com comunidades locais, escolas e proprietários rurais.
- Parcerias – colabora com órgãos governamentais, ONGs, zoológicos internacionais e universidades.
Resultados
- População cresceu de menos de 200 indivíduos na década de 1970 para cerca de aproximadamente 4.800 (dados de 2022).
- Aumentou a área de floresta conectada para permitir fluxo genético entre grupos.
- Desafios atuais
- Expansão urbana e agrícola que reduz e fragmenta o habitat.
- Doenças (como febre amarela).
- Necessidade de garantir corredores florestais de longo prazo.
Linha do Tempo e Principais Marcos

Antes dos anos 1970
- A população da espécie estava abaixo de 200 indivíduos na natureza, sendo ameaçado pela destruição da Mata Atlântica, o tráfico e a caça.
- Em 1969, descobriu-se que restavam menos de 150 indivíduos.
1970–1980: Fundação das Bases da Conservação
- A criação da Reserva Biológica de Poço das Antas ocorreu em 1974 como a primeira unidade de conservação federal voltada à preservação do mico-leão-dourado.
- No final da década, surgiram programas pioneiros de criação em cativeiro e cooperação internacional, envolvendo o Smithsonian e zoológicos do mundo.
1984–2000: Reintroduções e programas colaborativos
- Iniciado em 1984, o programa de reintrodução trouxe cerca de 1 000 indivíduos de zoológicos para o habitat natural, consolidando uma metapopulação.
- Entre 1994 e 1997, 43 indivíduos foram translocados de fragmentos em Cabo Frio, Búzios e Saquarema para a futura Reserva Biológica União (criada em 1998).
- Essa população translocada cresceu para mais de 220 indivíduos em 2006; e até 2022–23, geraram cerca de 473 descendentes, equivalentes a 10 % da população total.
2000–2010: Divulgação e popularização
- Em 2002, o mico-leão-dourado foi escolhido para estampar a nota de 20 reais, refletindo sua importância cultural e ambiental.
2010–2017: Crescimento e desafios emergentes
- A população na natureza chegou a cerca de 3.700 indivíduos, reflexo dos esforços contínuos de conservação.
- Em 2016, foi lançado o objetivo definido por modelagens (PHVA): alcançar 2.000 micos vivendo em 25 000 hectares de habitat conectado até 2025.
2017–2020: Impacto da febre amarela e resposta emergencial
- O surto de febre amarela reduziu drasticamente a população, de 3.700 para cerca de 2 500 indivíduos.
- A resposta foi inédita: aplicação de vacina contra febre amarela em animais selvagens a partir de 2020, com mais de 300 (ou até 489, segundo estimativas mais recentes) micos imunizados.
2020–presente: Reconexão de habitats e recuperação
- Implantação de passagens de fauna sobre a rodovia BR-101, como viadutos vegetados e estruturas copa-a-copa, para conectar fragmentos isolados.
- A restauração florestal intensificou-se: mais de 440 hectares restaurados, com ganhos de cerca de 2.000 hectares na bacia do Rio São João entre 1985 e 2021.
- Em 2023, o censo estimou cerca de 4.800 micos vivendo na natureza—aumento de quase 30 % em relação a 2014.
- Entretanto, o maior bloco contínuo de floresta tem apenas 15.696 hectares e ainda não está totalmente protegido, evidenciando o desafio da fragmentação.

- Projeto Mico-Leão-Dourado
- Projeto Mico-Leão-Dourado, Ecoturismo, Diretrizes (2013)
- Projeto Mico-Leão-Dourado, Ecoturismo, Estudo de Caso (2007)
- Projeto Mico-Leão-Dourado – Rio-92′ Conhecer para Respeitar, Clipping ABAV (1992)
Faça download da publicação: Informe Abav – Conhecer para Respeitar, Mico-leão-dourado (clipping, pdf, junho 1992)

Diploma Ação (Selo) Verde – Rio-92 Expeditours (1992)

Roberto M.F. Mourão / ALBATROZ Planejamento
Informações, uso e permissões favor contatar: roberto@albatroz.eco.br






